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A Independência do Brasil e os Maçons
O 7 de Setembro foi um ato político — e também um ato maçônico. Bonifácio, Ledo e o próprio D. Pedro I orbitavam as mesmas lojas.
imagem: Placeholder — substituir por "Independência ou Morte" (Pedro Américo, 1888) em domínio público.
Em 1822, o Brasil era um pólo improvável de articulação maçônica. Em poucos meses, o Grande Oriente do Brasil foi fundado, D. Pedro I foi iniciado, e o grito do Ipiranga aconteceu — todos eventos coordenados nas mesmas redes de lojas que circulavam pelo Rio, São Paulo e Minas.
Não é com armas que se faz uma nação livre, mas com a luz da razão.
A loja Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, era o coração do projeto. Dela partiram as cartas, as articulações políticas e a pressão para que o príncipe regente declarasse o rompimento com Lisboa. José Bonifácio, mineralogista e diplomata, era a cabeça intelectual; Ledo, o agitador.
Quando D. Pedro I é iniciado em 20 de agosto, a engrenagem está pronta. Duas semanas depois, às margens do Ipiranga, o gesto político é simbolicamente também um gesto maçônico — a ruptura com a “casa-mãe” e a fundação de algo novo.
A relação não duraria. Em outubro, o próprio D. Pedro suspende as atividades das lojas, alegando temor de conspirações republicanas. A Maçonaria que havia ajudado a fundar o país seria silenciada por ele mesmo.
— personagens —
D. Pedro I
Imperador, iniciado meses antes
José Bonifácio
Patriarca da Independência, maçom
Joaquim Gonçalves Ledo
Articulador maçônico do movimento
— fontes —
- História do Grande Oriente do Brasil — Kennyo Ismail
- D. Pedro I — Um Herói sem Nenhum Caráter — Paulo Rezzutti